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Daily Boost

02
Jan13

ENTREVISTA A FASHIONISTA : MIGUEL VEIGA

Paula Taveira
Encontrei-me com Miguel nos armazéns do Chiado, cumprimenta-nos e seguimos para o nossocafé, Milano. Falamos por um bocado, afinal tínhamos imensas coisas para “catchup”. O ambiente em redor era fantástico e tive pena de não conseguir gravar aentrevista, porque teria ficado fantástica. Por entre risos e fofocas demosinicio às questões.


Nome: Miguel Silva Veiga
Idade: 17 Anos
Signo: Virgem
Ocupação: Estudante
Ambições: Acabar os estudos, tirar o curso de Design etrabalhar numa revista de Moda.


Paula Taveira (PT) :Descreve-me o teu estilo?
Miguel Veiga (MV):Peças casuais. Calças pretas, sapatos, mala preta, conjugo sempre comacessórios mais elaborados, uns vintageoutros mais futuristas. Negro! Não saio da esfera negra. Não é que não tenhacoragem para o fazer, apenas gosto mais de me ver de negro.


PT: Quem é o teuícone, a pessoa que te fez inspirar, que te fez entrar neste mundo, moda?
MV: A minha mãe.Tudo começou com a minha mãe, sempre vivi com ela e a minha avó. Essaconvivência fez com que tivesse gosto pela moda. Sempre tive o gosto, a noçãodo que fica bem, o que se usa ou não, o que fica bem nos tons de pele, o quefica bem nos tipos de corpo.


PT: Começas-te aabraçar a moda quando?
MV: Durante obásico e o secundário envergou por ai. Não nasci assim vestido, quem me dera!Fui evoluindo com os meus próprios erros. Consumo muitas revistas de moda, souleitor compulsivo da Vogue Online, Daily BLESS e não da HappyWoman (demasiado drama!). Revistas de moda têm que falar de moda. Nós temosque comer moda.


PT: O que achas da moda em Portugal, (designers, fashionistas, por ai)?
MV: Em Portugal há muitos bons estilistas com excelentestrabalhos, mas a sua divulgação está escassa. Se não fosse a Moda Lisboa e oPortugal Fashion mal eram faladas. EmPortugal há fashionistas com estilo eque se vestem bem, mas também há quem pense que pode criticar a moda sem teremqualquer sentido estético.


PT: Achas que Portugal têm e vai conseguir ter o potencialque se vê e há em New York, Paris,Milão, relativamente a moda? Vamos conseguir atrair como as grandes capitais demoda?
MV: Por agora está a anos-luz de acontecer. Vivemos numasociedade primitiva com medo de desenvolver e explorar novas áreas, porqueconsequentemente as pessoas ganham um certo medo de se libertar de ideiasantigos. Vejo uma luz ao fundo do túnel, com uma mente não tão  presa aos ideias antigas.


PT: Quando te vestes o que tentas transmitir?
MV: Visto-me sempre para mim em primeiro lugar, nunca paraos outros, e como dizia uma escritora “Eu venho ao Chiado para ver e servista”. Quando saímos a rua sabemos que vamos  ser vistos, somos julgados positivamente ounão.E é importante realçar que  há umadiferença que as pessoas têm que saber fazer, que não é só a classe alta(financeiramente) que se consegue vestir bem. Há uma luta constante pelaprocura de peças chave, que com os acessórios certos e peças básicas faz um outfit parecer único. Também apersonalização individual das peças torna não só um outfit único como também define o nosso estilo.


PT: Eu sei que tu personalizas as tuas peças! Como fazes,onde arranjas os materiais, a inspiração?
MV: A personalização das peças faz parte de um conceito demoda e individualismo do estilo. A inspiração vem de um pouco de tudo, peças,designers internacionais, tardes de cafés com amigos, noites, um pouco de tudo.Para a personalização de peças procuro materiais em lojas de bijutaria.


PT: Qual é a tua peça favorita personalizada por ti?
MV: O colar de penas. 



PT: Achas que és julgado?
MV: Sim, todos os dias que saio de casa, positivamente enegativamente, já ouvi elogios a chamarem-me de “uau you’re divine” como “ohmeu deus o que é isto”, até mesmo quando estou com a minha mãe.  Apreendemos a não ligar a isso, se alguma vezficasse intimidado por isso não saia de casa. Muitas dessas pessoas queriam tera audácia e a coragem de usar muitas das coisas que nós usamos. “Everybody wants to be like us” – ODiabo veste prada. 




As perguntaras ficaram por aqui, mas a conversa aindacontinuou. A minha admiração pelo Miguel aumentou, ele tem uma consciência emrelação ao mundo que todos nós amamos, e algo que me despertou a atenção,apesar de saber que ele é humilde, foi a humildade para com os outros, algo queme foi ensinado, por ele, foi a respeitar o estilo de cada um, e aceitar. E écom admiração, que pela primeira vez “conheço” alguém tão jovem com a cabeça nosítio, que respira, come e vive Moda e não se limita a seguir. E é por isso quelhe digo, tu ainda vais
ter um grande futuro.  


Aproveito para agradecernovamente. Obrigada Miguel, pelo apoio neste meu projecto, por te teresdisponibilizado e deixares partilhar um pouco de ti. 

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