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26
Out17

Ó DA CASA | O PODER DOS QUEIJOS MONTIQUEIJO

Paula Taveira
Locais de trabalho não são fáceis. 
Gostava de dar uma breve descrição a quem nunca teve uma experiência laboral, mas a única coisa semelhante a isto que me vem à cabeça é a época de saldos da Zara. 

Passamos mais tempo no nosso espaço laboral do que em casa. Entram pessoas estranhas na nossa vida que rapidamente o deixam de ser. Pessoas com as quais partilhamos alegrias, tristezas, dias bons e dias maus, situações de stress e de sucesso. Claro que não é tudo doce (óbvio que não), existem muitas nuvens negras, mas não é isso que tenho no momento, não é no que acredito e não é o foco deste post. 

Se eu contasse a quantidade de vezes que saio de casa a correr e se ganhasse 1 euro por cada vez que só vai um café, eu era uma mulher milionária. Se não fosse pelo euro era pelos concursos de contar. 
É errado, eu sei, e a minha mãe deve ter ficado parada nesta parte e provavelmente vai ligar-me daqui a 5 minutos a perguntar se quero vitaminas, mas não consigo. O que vale é que muitas vezes temos a benesse de compensar esta falha no local de trabalho.
Eu tenho, as minhas colegas têm. Todas temos, é uma festa. 
Já tínhamos  a feliz ideia de fazer pequenos-almoços colectivos no trabalho, mas este foi diferente.

Era sabido que ia chegar um conjunto de queijos da Montiqueijo para provar e dar a minha opinião. Muito se falou, diversas piadas foram feitas, expectativas foram criadas e do nada já não era só a minha pessoa que ia provar os queijos, mas sim a equipa toda. E achei bem. Ou somos todas, ou não somos. Estamos juntas para o bem, para o mal e acima de tudo para o que é gostoso!
O parto deste queijos foi difícil. Fazer com que os queijos dessem entrada em Leiria não foi fácil, decidiram cortar estradas, mas entre duas pessoa que não são de cá, um gps e vários telefonemas, a coisa deu-se e a Montiqueijo invadiu a Green Boots. Ninguém sabe como, mas pela obra e graça do espírito santo dei indicações válidas ao senhor do transporte, creio eu. 

Eu disse que este pequeno almoço foi diferente. 
TODAS, até a nossa estagiária (by the way, amanhã preciso de um café duplo na minha secretária logo às 8h30 da manhã... [sempre quis dar uma de Miranda, entendedores entenderão]), agilizaram quem iria trazer o quê, o que podíamos usar para compor o cenário, quando o iríamos fazer e até vieram mais cedo para podermos ter esta experiência juntas. Até quem estava doente e mal abria os olhos estava lá para provar os queijos! Houve quem ficasse até à 1h30 da manhã a fazer doce caseiro! 
Ahhhh ricos queijos da Montiqueijo. Se os empregadores procuram a receita da produtividade, aqui está ela. 


Depois de uns quantos berros e gritos vieram os sorrisos e os "hummm que bom". Foi à vontade do freguês e foi à grande e à francesa. Os queijos secos foram todos! Deixaram-me uma fatia! UMA! E isso não vai passar em branco. Os queijos frescos já eram conhecidos da casa e o queijo fresco em barra com alecrim e com tomate e manjericão foi a grande revelação. Como donas de casa natas o primeiro pensamento foi "óptimo para festas, cortados às fatias com umas tostas fica um mimo", como gulosas que somos deixámos uma espécie de restos para contar a história. 
O feedback foi unânime "Gostámos de tudo! Pode vir mais vezes" 

Foi um momento de convívio, aproximação, descontracção, a chefia até se juntou e pediu uma repetição. O ambiente ficou diferente, relaxado, e a manhã começou bem. Foi bom conviver não como simples colegas de trabalho, mas como uma espécie de amigas à volta da mesa a tentar que a arvela (eu) se desse bem. Por momentos deixou de ser um local de rotina e passou a ter uma cor diferente, e tudo isto graças aos queijos. 

Eu não disse que os queijos da Montiqueijo tinham poderes? 
Obrigada Montiqueijo, hoje o dia correu muito melhor por Leiria. 
P. 

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